Rafael Villas BôasRafael Villas Bôas Consultor Associado de Marketing na Hoper Educacional e criador do portal www.quemdisse.com.br ***
Foi Henry Brooks Adams, historiador americano, quem disse que "um professor sempre afeta a eternidade; ele nunca saberá onde sua influência termina". Assim como a influência do trabalho de um professor ecoa por toda a vida de seus alunos e a educação atravessa gerações afetando, dessa forma, a eternidade, é muito difícil mensurar o impacto econômico indireto da educação no Brasil. Um estudo realizado em 2012, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), tratava do impacto direto das 40.172 escolas e 16,63 milhões de estudantes: R$64,7 bilhões. Se pensarmos apenas nas escolas esses valores fecham. A indústria da educação possui, no entanto, uma grande cadeia de suprimento que ultrapassa as salas de aula. Graficamente o mapeamento desses atores superespecializados distribui-se como o infográfico "A Indústria da Educação" (clique aqui para acessar). A beleza transcendental desse segmento é que, ao educar pessoas, capacitamos à força de trabalho e sua mais-valia. Assim, de forma radical, um profissional sem diploma universitário recebe metade que seu par egresso de um curso superior em nosso país (o país que paga o maior prêmio por ano estudado no mundo segundo o Ministério do Trabalho e diversas pesquisas paralelas). Se tivéssemos 10 milhões de estudantes se graduando nas faculdades de todo o país, todos os anos, teríamos um impacto imensurável na economia no curto prazo e ainda maior em um horizonte mais amplo: daí vem a extrapolação positiva da educação. Os dólares investidos nessa indústria voltam, sempre, maximizados num setor sinérgico e fundamental a todos os demais. Mas essa é uma descoberta tão recente que ainda existe uma demanda represada em todos os níveis de ensino o que torna a preocupação com o retorno sobre o investimento em marketing um elemento novo na gestão dessas organizações. Muitas sequer se preocupam com isso ainda hoje, o que torna o marketing educacional uma ciência em construção e todos que atuam nessa indústria, agentes da inovação.

13/03/2015

PAULO VADAS

Não adianta falarmos somente de números na educação. Se a "Industria de Transformação de Mentes" não tiver qualidade (como indica a baixa produtividade do trabalhador brasileiro) em um mundo altamente competitivo e focado não mais na mão-de-obra intensiva mas no intelecto-intensivo, nada adiantará graduar 10 milhões de estudantes todos os anos que, como diria Drucker, estão fazendo "certo as coisas", mas não estão fazendo as "coisas certas". Há que se rever a qualidade do que se produz, e não tão somente a quantidade.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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