Eleição: voto consciente

Valmor Bolan

Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá

Valmor BolanValmor Bolan Doutor em Sociologia Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá ***
No próximo domingo, os brasileiros são chamados, novamente, a exercer o direito de cidadania, expressando através do voto direto suas escolhas para os cargos diretivos do País: Presidência da República, Senadores, Governadores de Estado, deputados federais e estaduais. Trata-se de uma eleição de muita responsabilidade, que exige de nós discernimento. É preciso que cada um de nós façamos a tarefa de casa em analisar o passado de cada candidato, o que se propõe a fazer, enfim, para que façam a melhor escolha. Voto em branco e voto nulo não são justificáveis, tendo em vista principalmente o quanto o povo sofreu, mais de vinte anos, para obter novamente o direito de votar e escolher seus representantes. É claro que a democracia não é perfeita, e que se faz necessária a tão falada reforma política, para corrigir os excessos e as deficiências que, por exemplo, permitem que candidatos despreparados e oportunistas sejam alçados à posição de tomadores de decisão, por conta do modo com são feitas as chapas dos partidos, cheia de cacarecos, muitas vezes, beneficiando candidatos nada vocacionados e apenas interessados em usufruir do poder, sem a responsabilidade exigida pela função. O que pensar, por exemplo, do palhaço Tiririca, que pode de novo ter votação expressiva em São Paulo, sabendo que como deputado não utilizou uma única vez a tribuna da Câmara para defender alguma propositura de sua autoria? Por isso que é preciso fazer a reforma política, que corrija essas deficiências e promova um processo eleitoral, com voto distrital, entre outros critérios, para que seja possível elegermos pessoas mais de acordo com a função legislativa e executiva, em nosso País. Mas enquanto isso não acontece, devemos fazer a nossa parte e mesmo dentre os que aí estão, buscar o melhor, ou pelo menos o mal menor. Mas não podemos é deixar de votar. O desafio está em fazermos o voto consciente. É assim que aprimoramentos o processo democrático, por isso, nesta semana, procuremos acompanhar melhor a situação política do Brasil, e façamos a nossa reflexão e escolha para todos os cargos, contribuindo assim para que o País saia fortalecido das urnas, pois, mais uma vez, estaremos exercendo nosso direito de cidadania, duramente conquistado e que deve ser preservado, pelo bem do Brasil. Atenção: lembrem-se, ao votar, o recado que os protestos de rua de junho de 2013 deram aos políticos, especialmente ao votar para presidência da República. Não votem para Presidente em quem não publicou o seu Programa detalhado de Governo (por grave desrespeito a você!). Procurem votar não por impulso, muito menos por interesse pessoal; leiam bem na Internet as propostas escritas do Candidato e esqueçam o espetáculo de mau gosto da “embromação eleitoral gratuita”.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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