O maior valor de uma instituição educacional

Gabriel Mario Rodrigues

Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)

Gabriel Mario Rodrigues 1Gabriel Mario Rodrigues
Presidente da ABMES e Secretário Executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular
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Em qualquer atividade empresarial a nossa preocupação não deve estar focada em nossos concorrentes, mas sim no atendimento do nosso consumidor.  Nossos competidores são importantes para mostrar que somos melhores. (Atillio Fontana[1])  
O artigo que escrevemos –“Qual vale mais, uma instituição com 1.000 alunos presenciais ou outra com 1.000 alunos a distância?” – continua a gerar questionamentos por parte dos colegas leitores. E isso é muito bom. Ana Tereza de Oliveira registrou que não respondemos à questão enunciada no título do artigo. Hermes Figueiredo afirmou que deveríamos ter esclarecido melhor se o valor da instituição está relacionado ao mercado ou aos benefícios e serviços que  propicia ao país.  Alejo Guanapay observou que os colaboradores do blog abmeseduca.comparecem estar mais preocupados com o desenvolvimento do país – que é responsabilidade primordial da administração pública e dos políticos – em detrimento das questões referentes às instituições educacionais.  Para Guanapay, estas deveriam estar voltadas, primordialmente, à capacitação profissional e à realização dos alunos como ser humano e como cidadão. Por certo, deveríamos ter pontuado de forma mais clara os nossos valores de referência para obtermos repostas mais exatas e objetivas: se valores financeiros com os quais as empresas educacionais estão envolvidas; se valores econômicos que representam os investimentos do setor; se valores sociais referentes aos recursos humanos empregados na área ou relativos à ascensão profissional propiciada aos formandos; se valores referentes às atividades científicas, culturais e empresariais dos egressos; se valores presentes no projeto pedagógico das instituições em função dos profissionais formados e aceitos pelo mercado. A questão que levantamos, além de ser bem mais ampla, tem a ver com uma série de aspectos importantes tais como: a) objetivo da aprendizagem; b) tipologia do curso; c) qualidade da proposta educacional; d) especialidade e desempenho dos professores e do corpo administrativo; e) produção e distribuição dos conteúdos; f) infraestrutura: classes, laboratórios, bibliotecas, áreas de lazer entre outros; g) custos envolvidos; h) avanço das tecnologias da informação e comunicação que estão revolucionando todas as atividades humanas e começam a atingir a educação; e i) aprendizado dos alunos e a forma como usam o conhecimento adquirido para o seu crescimento pessoal e profissional. Nesse sentido, o problema não é de contraposição da educação a distância com o ensino presencial, necessariamente, mas com as formas diferenciadas de distribuição do conhecimento que estão acontecendo e que tendem a se unificar. As metodologias e os processos de ensino-aprendizagem não poderão ser mais os mesmos. Nesse contexto, o professor precisará rever o seu papel, o que significa ir além de ser mero reprodutor do conhecimento existente na Internet e ser, de fato, orientador e avaliador de um processo ensino-aprendizagem rico e eficiente. Entendemos que as instituições têm estratégias educacionais específicas e que os cursos oferecidos requerem tratamentos e espaços de aprendizados diferenciados.  Do mesmo modo, por razões de custo, de comodidade e de economia de tempo, as tecnologias de apoio ao ensino encurtarão distâncias e diminuirão a necessidade da absoluta da  presenciabilidade. Para nós, torna-se fundamental considerar na análise do leque de valores que se apresenta em qualquer proposta educacional o objetivo primordial de todas as instituições de ensino que é o de oferecer ao estudante as condições de aprendizado necessárias ao pleno alcance do sucesso pessoal e profissional.  Para tanto, será preciso buscar um modelo mais apurado de avaliação  que vise analisar se o produto prometido (o curso) realmente atende aos objetivos propostos no seu projeto pedagógico. Nesses tempos competitivos em que vivemos, a sustentabilidade das instituições está relacionada diretamente ao desempenho exitoso do estudante. Este sim que representa nosso maior valor. [1] Empresário e político brasileiro. Fundador e proprietário do Grupo Sadia.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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