Contar com as guinadas

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001)  antonioliveira2011@live.com  *** De vez em quando a gente ouve dizer: “Dei uma guinada na minha vida”. Sinônimo de reviravolta, mudança de situação para melhor, como livrar-se das drogas. Ou para pior. Reveses acontecem: perder tudo, numa enchente ou noutro tipo de acidente desfavorável. Desvio profundo de rota ou do rumo em que se vinha, deliberadamente ou por força das circunstâncias: estado de saúde, uma dor aguda e repentina; morte dos pais, uma perda significativa de dinheiro; mudança de emprego, mudança para o exterior; trauma de uma eventual e sofrida separação, reformulação de conceitos; desavença conflituosa em família. Enfim, o mundo dá voltas e nas voltas que o mundo dá a nossa vida também dá voltas imprevisíveis. E como!... Sim, fico a imaginar a guinada que houve na carreira política dos mensaleiros condenados pela Justiça. Quem diria, hem? Outras vezes, a mudança para melhor pode significar uma série de problemas. Por exemplo, tudo pode acontecer a partir do momento em que se ganham milhões na megassena. Em suma, tudo isso urge ser administrado, se não, à custa de desespero, pode tocar as raias do suicídio. A solução, nem sempre fácil, está justamente em não desesperar. Usando a força do ditado. Desesperar, jamais. Jamais. Como na música de Ivan Lins. Afinal, não tem cabimento entregar o jogo no final do primeiro tempo. Tampouco fugir da raia. Nada de morrer na praia. No balanço de perdas e danos sempre há muitos desenganos. Ou erro de cálculo. Muito que chorar. Cutucou por baixo, o de cima cai. Cutucou com jeito, a coisa vai. Poder de superação, como se diz hoje em dia. E, com Gilberto Gil, andar com fé eu vou que a fé não me deixa “faiá”. Também o Brasil dá cada guinada!... O mais triste é que, em geral, para pior. Veja-se a onda de violência, que nem mais parece onda, mas um mar de violência. O povo se sente amedrontado. A corrupção campeia por todo canto. E os impostos e o custo de vida não param de crescer...

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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