Ruy Chaves Diretor de Integração do Grupo Estácio Jornal O Estado Maranhão, publicado em 28 de novembro de 2013 ***
O Brasil poderia prescindir da oferta de ensino superior pela iniciativa privada? Qual seria o impacto em seu desenvolvimento? E no Nordeste especificamente? Os dados são da sinopse do MEC. Se existisse apenas o ensino superior público, ele seria elitista, com muito baixa capacidade de inclusão social. Os indicadores econômicos do país e do Nordeste seriam péssimos. Por quê? Em 2012, tínhamos 2.416 instituições de ensino superior (IES) com 7.037.688 matrículas. Sem IES privadas, ficaríamos restritos a apenas 304 IES públicas - 96 nas capitais e 208 no interior -, perdendo 87% da oferta (2.112 IES, 750 nas capitais e 1.362 no interior). Sem as matrículas das IES privadas, o Brasil perderia 73% das suas matrículas no ensino superior, com redução de 84% nas vagas ofertadas, de 3.324.407 para apenas 539.648 privilegiados. O Nordeste ficaria com apenas 65 IES públicas, perdendo 379 IES privadas, 85 % da oferta, e 881.317 matrículas. Em 2012, se não existissem IES privadas, mais 5.140.312 brasileiros seriam limitados a emprego e renda acessíveis ao ensino médio. Perderiam empregos 212.394 professores e 205.470 funcionários. Impactando o PIB, não seriam realizados muitos bilhões em investimentos em bibliotecas, laboratórios e salas de aulas, nem em gastos indiretos com alimentação, transporte e material escolar. Prefeituras deixariam de arrecadar bilhões em ISS e IPTU. A União e os estados nordestinos teriam perdas imensas de IR, ICMS, INSS e FGTS. Salários muito menores para milhões de brasileiros, especialmente nordestinos, como afetariam o comércio e indústria? As IES privadas nada custam ao Estado nem à sociedade. Seus alunos pagam em média R$ 6 mil ano. O custo anual das IES públicas supera R$ 25 bilhões, cerca de R$ 14 mil em média por aluno/ ano, mantidos por tributos pagos pela sociedade. No Brasil, 13% dos trabalhadores possuem curso superior completo: no Japão, 45%. Países desenvolvidos têm três vezes mais jovens entre 18/24 anos em cursos superiores do que o Brasil. São péssimos indicadores. Sem as IES privadas, permitiríamos formação superior a apenas 5% de nossos jovens, entre os piores indicadores mundiais! Que país teríamos construído? Que Nordeste teríamos construído, a região ainda carente de inclusão social e de cidadania? E o futuro? Importaríamos administradores, professores, médicos, engenheiros, fisioterapeutas, enfermeiros...? E o PNE que previa 10 milhões de matrículas para 2010? O MEC assumiria custo anual de 10 milhões de matrículas X R$ 14 mil ano? Criaria mais 2.081 campi por todo o Brasil? E doutores para este projeto, exigência do Conceito Preliminar de Curso? As IES privadas são imprescindíveis ao Brasil e ao Nordeste desenvolvido que queremos construir, com oportunidades para todos, em um mundo aceleradamente competitivo. Estas IES já formaram muitos milhões de brasileiros notáveis e merecem reconhecimento público enquanto se qualificam para a nova ordem de mudanças, em que é preciso ser outro a cada dia, fazer sempre mais e fazer sempre melhor.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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