Ana Iara Gomes Veras Administradores, publicado em  1º de julho de 2012 ***
Depois do anúncio de que a temática da sustentabilidade deverá compor o currículo acadêmico das universidades do Brasil, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, é hora de as instituições de ensino superior reestruturarem as suas grades de disciplinas oferecidas e adaptá-las à convocação da agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e de outras plataformas da organização internacional. E aí se reconhece o desafio da educação proporcionada pelas IES: promover a inovação dos seus modelos pedagógicos no que se refere à abordagem de princípios de ética, de responsabilidade social e da sustentabilidade, para responder a atual demanda da complexa e interdependente sociedade contemporânea. Mas baseadas em que premissas as IES trabalharão para estabelecer a inserção da sustentabilidade em seus currículos acadêmicos? Com o objetivo de estimular e aprimorar continuamente os processos de educação que integram a preocupação com questões sociais, ambientais, econômicas e de governança, e, consequentemente, preparar líderes com pensamento estratégico capazes de atuar considerando o impacto global de suas escolhas, a ONU disponibiliza a cartilha The Principles for Responsible Management Education (Os Princípios Para a Educação Empresarial Responsável). A publicação é uma parceria com outra plataforma que compõe a organização internacional, o Pacto Global, cuja proposta é promover o desenvolvimento, implementação e divulgação de políticas e práticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade a partir do engajamento voluntário de empresas de todo o mundo que estejam alinhadas aos Dez Princípios do Pacto Global da ONU. Só que, no caso da cartilha, a proposta e os princípios direcionam-se a escolas de negócios. Conheça os princípios. A instituição desses princípios para a educação empresarial responsável sustenta-se na crença da ONU de que qualquer mudança representativa e duradoura na conduta das organizações, no que diz respeito à sustentabilidade e à responsabilidade social, deve envolver as organizações que agem diretamente como guias de comportamento. Nesse sentido, as instituições acadêmicas ajudam a moldar as atitudes e o comportamento dos líderes empresariais, gerando uma onda de mudanças positivas através da disseminação e defesa de novos valores e ideias incorporadas ao seu modelo de educação de negócios, valores, pesquisa, parcerias, programas de desenvolvimento gerencial, treinamento e demais atividades. A Declaração da Iniciativa de Sustentabilidade da Educação Superior, assinada durante a Rio+20 por representantes de instituições de ensino superior e organizações afins, é imparcial e não destaca um curso ou área de concentração específica, conforme justifica a afirmação do representante do Conselho Nacional de Educação, Antônio Freitas Jr.: "A sustentabilidade permeia todas as áreas, os enfoques é que são diferentes". No entanto, seu texto, em alguns pontos, muito se assemelha a descrição de cada um dos princípios para a educação empresarial responsável. Numa percepção superficial, a declaração da iniciativa de educação para o desenvolvimento sustentável representa o 'como' as IES devem agir, enquanto os princípios determinam 'em quê' essas ações devem se basear. O fato é que a declaração da iniciativa e a cartilha dos princípios definem os caminhos para a realização das mudanças no campo da educação brasileira, sendo instrumentos direcionadores de suas estratégias e aplicações na reformulação não apenas das grades curriculares acadêmicas, mas de toda a sua estrutura, com a abordagem de temas acerca do desenvolvimento sustentável, abrangendo alunos, professores e funcionários. Se o pontapé inicial ainda não foi dado por aqui, fica a dica e o exemplo de universidades estrangeiras que já se movimentam em direção a uma educação responsável, como a Boston University, nos EUA, que desenvolveu o projeto "Brazil Field Seminar", que traz anualmente ao nosso país estudantes de MBA para aprofundar os estudos sobre as mudanças do papel dos negócios na sociedade.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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