Volte a bordo!

Wanda Camargo

Wanda Camargo Educadora e presidente da Comissão do Processo Seletivo das Faculdades Integradas do Brasil – UniBrasil ***
Educação é um longo, e algumas vezes doloroso, processo de aceitação daquilo que não nos é interno - dentro de cada um vive um selvagem que mal aprendeu a andar ereto e ainda luta pela própria sobrevivência em detrimento de todos os outros. Educação não é fácil, não é rápida, e contraria profundamente nosso desejo de prazer imediato, mas é o que nos faz permanecer no navio quando está escuro e o barco ameaça soçobrar. Auxilia a não entrar em pânico em ocasiões de grande perigo, e saber de cor o nosso ofício, no sentido original (do francês “coeur”, coração), que significa um conhecimento tão verdadeiro de alguma coisa, que se torna parte do cognoscente, de seu coração. Aprendizagem é decorrência de uma série de renuncias e frustrações, de erros e novas tentativas, de reiniciar quando tudo nos convida ao abandono, ao mais agradável e já conhecido. Mesmo ótimos professores, com as melhores metodologias, não substituem nosso esforço e dedicação, suas inspirações norteiam, mas não suprem nossa transpiração. Aquele que verdadeiramente sabe não se deixa dominar por seu medo, faz o que todos esperam daqueles que detém o conhecimento, e, portanto, em várias áreas profissionais, nos mais diversos níveis hierárquicos, podem comandar. Humanos, aceitamos cargos que implicam em privilégios, melhor remuneração, reforço de autoestima, maior liberdade de ação; nem todos estamos prontos, no entanto, para arcar com maior responsabilidade, mais trabalho, exigência de atitudes melhores. A tradição naval de que o capitão deve ser o último a abandonar o navio em caso de naufrágio não é mera fanfarronice. É nessas situações de crise que a figura de autoridade deve estar mais presente, os passageiros sentirão mais segurança e os tripulantes farão melhor seu trabalho se não se julgarem abandonados pelo líder.  Civilização implica em olhar o outro, entender também suas necessidades e medos; em situações limite, exige de quem comanda o sacrifício de suas próprias carências, firmeza para não escorregar e cair dentro de um bote salva-vidas quando todos correm perigo. O processo educacional, em seu sentido mais amplo, envolve o amadurecimento emocional e não apenas cognitivo; ao lado da técnica, precisa desenvolver o profundo senso de pertencimento, não apenas ao círculo mais íntimo, porém também àquele que nos faz idênticos, acima da cor da pele, sexo, religião ou status social. E isso se aprende não apenas na escola, mas também no trânsito, nas filas, na vizinhança, no trato com os animais, no contato com os incapazes e dependentes - situações passíveis de muita selvageria, quando falta profunda integração com uma comunidade. Em todas as profissões, em muitas ocasiões precisaremos voltar a bordo. Pode ser apavorante, exigirá preparo e autocontrole. Contudo, é uma das raras chances que temos de atingir a essência do que é ser humano.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

Caso o formulário de cadastro não apareça no seu navegador, envie um e-mail para relacionamento@abmes.org.br que ficaremos felizes em atendê-lo.