Marcelo Mariaca Presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School Brasil Econômico, publicado em 16 de janeiro de 2012 ***
"Pai, mãe, decidi largar a universidade." Essa é uma frase que dez entre dez pais odiariam ter de ouvir do filho ou da filha. O diploma superior é visto como um dos passaportes para o sucesso pessoal e profissional, principalmente pelas pessoas que sabem que a universidade tem forte influência na mobilidade e ascensão social. É verdade que grandes empreendedores brasileiros inovaram e construíram grandes negócios e fortunas sem terem diploma superior. A lista é enorme, mas os mais conhecidos são Eike Batista, o ex-vice-presidente José Alencar, que criou um dos maiores grupos têxteis do país, Alair Martins, dono do maior grupo de logística, Abraham Kasinsky (Cofap e depois uma fábrica de motocicletas que leva seu nome), Samuel Klein (Casas Bahia) e Silvio Santos. Não se trata, como a jabuticaba, de um exotismo brasileiro. Entre os homens que costumam frequentar a lista dos mais ricos do mundo, empreendedores e líderes de grandes empresas, alguns também não concluíram o curso superior, como Bill Gates e Paul Allen (Microsoft), Larry Ellison (Oracle), Li Ka-Shing (o mais rico da Ásia), Michael Dell e o falecido Steve Jobs. A moçada tem exemplos mais recentes, entre eles Mark Zuckerberg, o nerd que pulou fora da prestigiada Harvard depois de ter criado o Facebook. Na era da informação, não é uma raridade estudantes talentosos se desinteressarem da educação formal depois de descobrirem nas garagens de suas casas ou nos dormitórios das universidades uma inovação que mudará o rumo de suas vidas. E a trajetória desses empreendedores pode influenciar muitos outros jovens sem o mesmo talento, mas que passam a acreditar que o caminho do sucesso não cruza necessariamente o campus de uma universidade. O problema é que, no Brasil, os índices de evasão nas universidades são maiores que nos países avançados e mesmo emergentes. Levantamento do Ministério da Educação, com base no censo de 2007, mas publicado em 2011, revelou que cerca de 45% dos matriculados em escolas de ensino superior privadas não concluem seus cursos no tempo regulamentar - observe-se que três de cada quatro universitários brasileiros estudam em instituições particulares. Nas públicas, o percentual é menor, de 28%, mas mesmo assim bastante alto. Essas estatísticas, segundo os especialistas, não são precisas e não mensuram corretamente o índice de evasão, mas são uma evidencia de que boa parte da população universitária não chega a cantar o "We are the champions", o hit das festas de formatura. Para os gênios, talvez o diploma superior possa não fazer diferença. Mas para um país que ocupa o vexaminoso 103º lugar no quesito qualidade do sistema educacional, no ranking de competitividade 2010/2011 do Forum Econômico Mundial, altas taxas de evasão em qualquer nível de ensino são um obstáculo a mais para vencermos o desafio do crescimento sustentável. Têm razão, portanto, os pais para quem é uma tragédia pessoal a decisão do filho de largar a universidade. Para o país também é uma tragédia.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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