Wanda Camargo
Presidente da Comissão do Processo Seletivo – Faculdades Integradas do Brasil - UniBrasil
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O ensino superior atravessa uma imensa crise de identidade; e isso é a melhor coisa que lhe poderia acontecer. Recordando o já muito conhecido ideograma chinês que abrangeria crise e oportunidade, a universidade está em ocasião única de se repensar, recriar, redefinir seu papel em um mundo em mutação radical. Herdeira e continuadora da tradição dos mosteiros medievais, a universidade teve por papel a conservação e criação de conhecimento. Hoje a realização destas atividades é disputada por institutos de pesquisa, por governos, por grandes corporações; aparentemente a universidade estaria relegada a uma posição acessória. Apenas aparentemente, a verdadeira pesquisa universitária é a pesquisa científica, não necessariamente aplicada e não necessariamente pragmática, a pesquisa da qual podem resultar as idéias que iluminarão os séculos seguintes. Outra das finalidades da universidade é mais prática e não menos importante, formar os profissionais qualificados necessários ao pleno desenvolvimento da sociedade. Isso não implica em "seguir o mercado de trabalho" e sim em dialogar com ele, compatibilizar os currículos de formação profissional com as exigências reais e o estágio real de evolução da profissão que o aluno irá exercer. Evidentemente a própria legislação e os moldes de avaliação precisam atualizar-se, para que o sistema educacional possa tornar-se competitivo e dinâmico, equilibrando os interesses do Estado, das instituições e do mercado. Caso as escolas não adotem posturas facilitadoras aos processos de internacionalização do ensino, deixando de participar da globalização do ensino superior, não compartilhem mecanismos eficazes de cooperações institucionais, intercambiando professores e alunos, acompanhando as rápidas mudanças das atividades profissionais, teremos dificuldade em crescermos como país. Simultaneamente, é fundamental a compreensão do Estado, deixando de lado sua visão totalitária quanto à avaliação, e assumindo estrategicamente uma gestão mais democrática do ensino superior. Necessitamos dar atenção às palavras de Manuel Castells, que já em meados de 1990 prognosticava a dualização do trabalho, pelo aumento significativo dos trabalhadores de alto e baixo nível, simultaneamente à diminuição das pessoas de padrão intermediário de conhecimentos. Para além dos critérios utilizados nas avaliações padrão do Ministério da Educação, outros parâmetros definem uma boa instituição de ensino: sua atuação na comunidade, sua flexibilidade de gestão, seus indicadores de empreendedorismo e principalmente de empregabilidade. É possível fazer isso sem esquecer a missão e valores tradicionais de cada escola, pois discutir, pesquisar, formar e educar constitui atributos da academia, mas existe toda uma geração de jovens a cada ano necessitando inserção no mercado de trabalho. Medir a capacidade de plena qualificação para emprego, a faixa salarial obtida pelos egressos em relação à média da região, e o reconhecimento da comunidade em que a escola se instala, só é possível ouvindo-se um pouco mais os dirigentes educacionais, das escolas públicas e privadas, pois ambas dividem a importante tarefa de formação profissional, mas raramente interferem na concepção dos processos avaliativos. Modelos contemporâneos de avaliação preconizam uma maior atenção aos critérios humanos, políticos, filosóficos e regionais. Tanto as famílias quanto os estudantes procuram instituições capazes de boa colocação de seus egressos no mundo do trabalho, pois não se trata apenas de garantir melhores remunerações – apesar disso não constituir crime – mas também de melhoria das condições sociais e econômicas de toda comunidade. Olhando todos os recentes tropeços do Ministério, a hora é mais que adequada para tal procedimento.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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