Eu só queria entender...

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Nos bons tempos do humor – saudosista, eu? - havia um programa em que um macaco chamado Sócrates, quando se dava conta de mais um absurdo, exclamava: “– Não precisa explicar; eu só queria entender”. Também o Pedro Bó, personagem de Chico Anysio, fazia perguntas do tipo: Seu Saraiva, esta vara de pescar é pra pescar, né? 

Nossa prolixidade oficial é de espantar. Encontrei uma explicação, de Hélio Mallet, que, se não explica totalmente, não deixa de ser uma razão robusta. O professor retrocede “a um passado em que as repartições públicas viviam às moscas, porque pouco era o que fazer. A pasmaceira decorrente desse vazio ensejava redações buriladas, rebuscadas; tinha-se medo de produzir um ofício com poucas palavras. Era preciso recheá-lo de qualquer coisa”. Mesmo com prejuízo da concisão, da objetividade, dos custos.

Acrescento a hipótese de que oradores mais antigos chegavam a abusar do uso de metáforas, antíteses, inversões, trocadilhos, e alusões aos clássicos e às línguas clássicas. Algumas pessoas ainda gostam desse estilo de estampa mais trabalhada. Fina estampa. Seria o caso? Tomo como paradigma o Padre Antônio Vieira, um pregador de estilo antitético, cuja leitura ainda atrai leitores.

Em Portugal, Espanha e Brasil, grande foi a influência, tão grande como grandemente criticada, do gongorismo, nos séculos XVI-XVlll, estilo inspirado em Luís de Góngora y Argote. O sentido originário de homilia, em grego, conversação, era familiar, quase coloquial. Depois, teatralizou-se. O mundo mudou.  Hoje raramente se encontra um orador ou oradora tonitruante. 

Certos introitos e fechos convencionais são dispensáveis, sem prejuízo da mensagem: Por intermédio deste, solicitamos... Finalizando este, enviamos... 

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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