Competências socioemocionais – A sua instituição está preparada?

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

A Resolução CNE nº 2, de 20 de dezembro de 2019, institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC Formação), cujo prazo máximo para implantação nas instituições de educação superior (IES) vai até 20 de dezembro de 2021, em princípio.

Esta resolução está baseada na recente Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 2016, que determinou a integração ao currículo escolar de 10 novas competências gerais, divididas entre várias dimensões e subdimensões, além de centenas de habilidades necessárias para a composição dessas competências. A partir deste cenário, as escolas de ensino infantil, fundamental e médio vem se adaptando à este novo formato da educação brasileira, que acompanha um movimento internacional, visando o desenvolvimento integral do ser humano, para que disponha de todas as competências e habilidades necessárias em uma sociedade do século XXI.

 

Com isso, a BNC Formação, determina que as IES se adequem a este novo formado, dentro do prazo já citado, incluindo em sua licenciatura a habilitação para o desenvolvimento dessas competências em sala de aula, integradas com as matérias já existentes. Ou seja, a formação de educadores preparados para este inovador e irreversível cenário educacional.

A partir desta necessidade, as competências que mais vem ganhando destaque são as socioemocionais, devido ao seu caráter não-cognitivo, que é uma novidade para a grande maioria dos educadores, que até então estavam mais habituados com as competências cognitivas, relacionadas às matérias convencionais. As socioemocionais são consideradas aptidões não-cognitivas, ou não-intelectuais, porque, ao contrário das atuais disciplinas convencionais, que dependem mais do aprendizado intelectual, elas estão mais relacionadas ao aprendizado emocional e social.

Para deixar mais claro, listo a seguir alguns exemplos sobre os dois tipos:

As competências não-cognitivas, dependem de treinamento e tempo para o desenvolvimento das habilidades que as compõem, como aprender a tocar um instrumento ou desenvolver uma habilidade esportiva. Por exemplo: Não se desenvolve controle emocional em aulas teóricas. Existem ferramentas, técnicas e atividades práticas para o treinamento de um bom controle emocional.

Por isso, é muito importante que as IES busquem a qualificação/treinamento dos seus educadores, visando a implantação das competências socioemocionais em seus cursos.

Este é o primeiro passo para que as atualizações necessárias aconteçam, visando a adequação à BNC Formação. E a partir desta perspectiva, a ABMES vem apresentando este tipo de conteúdo em seu blog e, para o ano que vem, treinamentos específicos para educadores, preparando-os para esta nova realidade educacional, mais alinhada à este mundo em constante transformação.

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Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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