A transição do modelo tradicional de ensino “transmissor de conteúdos” em sala de aula, cujo protagonismo é do professor, para o modelo contemporâneo de aprendizado colaborativo-interativo de metodologias ativas, centrado no educando, ainda está em andamento em distintos níveis educacionais e com diferentes estágios de adoção.

O inesperado advento da pandemia do covid-19 sacudiu esse percorrer e projetou novos desafios diante do isolamento social.

A escola enquanto espaço físico para propósitos educacionais, outrora ambiente exclusivo de aprendizagem, vê-se de repente compelida a intensificar a incorporação do espaço virtual como extensão de sua atividade nuclear.

O processo foi facilitado em razão de que há muito os cursos já deixaram de ser eminentemente presenciais (offline learning), e passaram a utilizar diversos meios tecnológicos online.

A aprendizagem moderna é toda híbrida, semipresencial (blended learning). Os cursos empregam menos ou mais tecnologias online, mas sempre empregam. Não faz mais sentido distinguir educação por modalidade, presencial e a distância. Educação é uma só, ofertada com diferentes graus de tecnologia.

Neste contexto, então, acelera-se a adoção do ensino presencial remoto, operado em ambiente virtual, através de diversas ferramentas digitais, síncrono, onde pontifica a interação professor-aluno, em geral com aula ao vivo e com materiais personalizados. O ambiente de aprendizagem presencial é como que transportado para o espaço virtual.

Por conta do repentino aparecimento da doença, o ensino presencial remoto teve que ser implementado rapidamente, não raro de forma improvisada, desorganizada, às vezes como mera replicação de aulas presenciais, sem os recursos midiáticos e pedagógicos adequados para a aprendizagem remota.

Inobstante os desacertos ocorridos, justificados em razão do inusitado do momento, a modalidade veio para ficar e se vai estender celeremente, urbi et orbi, diante da velocidade com que as mudanças tecnológicas estão ocorrendo,

No novo contexto, a escola enquanto espaço físico de aulas presenciais continuará importante. Mas para o aluno será muito mais um locus de convivência, interação, relação interpessoal, encontro com professores, pois parte apreciável do seu tempo estará dedicada ao ambiente virtual.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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