A corrida pela Inteligência Artificial

Celso Niskier

Presidente do Conselho de Administração da Abmes Membro do Conselho Nacional de Educação e Reitor do Centro Universitário UniCarioca.

Acabamos de regressar da China, onde lideramos uma delegação de reitores em busca de novos conhecimentos e parcerias educacionais. Por onde passamos, ouvimos a frase: “a inteligência artificial é o futuro”. Me arrisco a dizer que não, não é o futuro: já é o presente.

Digo isso porque visitamos empresas do “Vale do Silício” chinês, e, em uma delas, pudemos experimentar um pouco da sala de aula do futuro. Lá, com câmeras espalhadas pelo ambiente educacional, os computadores reconhecem as expressões faciais dos alunos e indicam, ao professor, aqueles que estão prestando mais atenção e aqueles que precisam de melhor acompanhamento para manterem a motivação. Big Brother educacional? Bem, estamos caminhando para isso...

Quando eu iniciei meus estudos de doutoramento, no Imperial College of Science, Technology and Medicine, de Londres, estudávamos a Inteligência Artificial a partir de uma premissa básica: para que os computadores fossem “inteligentes”, deveriam reproduzir o raciocínio lógico humano. Criávamos as chamadas máquinas de quinta geração, baseadas em programação lógica. Durou pouco: o raciocínio humano é muito mais complexo do que simples regras e heurísticas.

Já de volta, vinte anos depois, retomei meus estudos na COPPE-Sistemas da UFRJ, onde as pesquisas indicavam o caminho das redes neurais, capazes de aprender com exemplos e reproduzir comportamentos próximos dos seres humanos. Foi e é a base da “aprendizagem de máquina”, paradigma atual da Inteligência Artificial contemporânea.

É por isso que, com muita alegria, informo que a ABMES firmou convênio com a Microsoft para levar a capacitação em Inteligência Artificial para estudantes e professores de nossas instituições. Através de modelos, técnicas, ferramentas e cursos, vamos apoiar o esforço das IES na inovação de seus processos, em parceria com uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.

Como dizia o médico e teatrólogo Pedro Bloch, mesmo com toda evolução tecnológica, não devemos nos esquecer nunca da “inteligência natural”, aquela que verdadeiramente impulsiona a humanidade. Combinando a inteligência humana com a artificial, podemos construir juntos uma nova educação, ainda mais individualizada, com foco nas características de cada aluno. Vamos nessa?

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

Caso o formulário de cadastro não apareça no seu navegador, envie um e-mail para relacionamento@abmes.org.br que ficaremos felizes em atendê-lo.