Geração Alpha: manual de instruções

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Janguiê Diniz Vice-presidente da ABMES Mestre e Doutor em Direito Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional *** Eles já nasceram com wi-fi, conta no Instagram, imersos no ambiente digital. Para eles, livros não têm páginas e telefones não têm teclas. São os 100% nativos digitais. A Geração Alpha é como são chamadas as crianças nascidas a partir de 2010. Uma geração que não sabe o que é internet discada, nunca viu um disquete e não quer ouvir apenas as músicas que cabem em um CD. Como lidar com esses indivíduos, que já nasceram em uma realidade que é diferente daquela em que fomos criados e enxergam o mundo através de uma tela, ou várias? Ainda não há grandes definições sobre o perfil dessa geração, uma vez que seus componentes ainda nem atingiram os dez anos de idade. No entanto, baseado nas tendências que vêm se apresentando, é possível traçar linhas que servem como guia na análise dessa parcela da sociedade. Primeiro, há que se ter em mente que o fato de a Geração Alpha ser inteiramente digital traz consigo uma série de características inatas a eles. O ambiente digital é volátil, ágil, multitarefa, personalizado. Todo esse cenário se reflete não só na formação dos Alphas, mas na maneira como eles interagem com o mundo e consomem “coisas” – conteúdo, produtos, etc. A conexão perene à internet dá a eles certo nível de independência e adaptabilidade, uma vez que o smartphone ou tablet em suas mãos lhes dá acesso a uma infinidade de informações. Essa imersão constante no ambiente digital traz também a necessidade de mais acompanhamento por parte dos pais. A intensidade de uso e a possível exposição a conteúdos indevidos são fatores a que se atentar. Muitos pais, hoje, ainda acham que deixar uma criança com um smartphone ou tablet é uma maneira de mantê-la “sob controle” ou distraída, enquanto o responsável pode fazer outras atividades. Grave erro. Quando falamos em educação, o ensino para os Alphas requer o uso da tecnologia e práticas didáticas inovadoras, a fim de cativar-lhes e mostrar-lhes a importância de passar boa parte do dia dentro de uma sala de aula – ao passo que eles podem, facilmente, adquirir conhecimento por meio dos gadgets que utilizam em casa. Por estarem acostumados a uma realidade digital personalizada, como criar uma experiência acadêmica que atenda suas necessidades? Ainda há muito o que se desenvolver em tecnologias educacionais para tornar o dia a dia escolar da Geração Alpha mais atrativo. A situação se torna ainda mais desafiadora ao pensar no mercado de trabalho em que os Alphas estarão inseridos. Profissões desaparecendo, outras surgindo, um futuro cada vez mais digital e tecnológico. Como educar essa geração para um mercado em constante mudança? Vou além: como eles vão interagir com essa realidade? Mais do que pensar nas exigências do mercado, parece-me que as exigências dos Alphas e suas formas de ver o mundo é que vão definir os rumos da economia. Ainda é cedo para se definir traços certos da Geração Alpha, até porque são pessoas bem diferentes em diversos aspectos das gerações anteriores. Eles são naturalmente mais inteligentes, pois são bombardeados, desde o nascimento, por uma infinidade de informação. Lidar com estes que são o futuro do nosso planeta pode parecer uma tarefa, a princípio, complicada, mas, pensando logo de já, acompanhando seu desenvolvimento e investindo em pesquisa e desenvolvimento de soluções, cria-se um caminho para que os Alphas cresçam em uma realidade que lhes sirva em diversos aspectos. Eles são o futuro, mas o mundo tem que começar a ser preparado para eles desde agora.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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