Convivendo e crescendo com a dor

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** Para Arthur Schopenhauer, n’As Dores do Mundo’ [Die Schmerzen der Welt], a existência tem como finalidade a dor. O bem, a felicidade, a satisfação são negativos, pois não fazem senão suprimir um desejo e afastar um desgosto. Consideramos as alegrias aquém da nossa expectativa, ao passo que as dores a elas excedem. Lembro-me de ter ouvido esse pensamento quando tinha dez anos. Hoje ouço Jota Quest: As Dores do Mundo. A dor é universal, primeira grande verdade sublime do budismo. Um vale de lágrimas? Lágrimas ao sentir dor, ao verter sentido pranto de contrição, ao chorar lágrimas de sangue. Sangue que escorre, diuturnamente, devido a crimes horrendos. Matéria farta para noticiários. Violência de todo naipe. O barracão de zinco, sem telhado, desceu o morro. A poesia se instalou debaixo de marquises urbanas, deixando escancarada cruel e desafiante realidade. Varia seja a intensidade da dor, proveniente inclusive de intempéries, bem como a reação de cada pessoa em busca de um lenitivo ou de um milagre. Há quem conviva e aprenda com a dor. Corpo do pai ou da mãe, corpo do filho ou da filha, lembram o de gêmeos siameses e a história dos Irmãos Corsos [Les Frères Corses], de Alexandre Dumas, pai. Pais, sofremos mais por eles do que por nós próprios. Se filho ou filha deficiente, o carinho, tornado dedicação especial, é produto do amor. No filme “Intocáveis”, um milionário tetraplégico contrata, como cuidador, um sujeito aparentemente desajeitado. Uma feliz relação transforma a vida do doente. Schopenhauer indica a atividade musical como terapia da dor. 2019. Rompimento de barragem em Brumadinho, mega reedição de Mariana. Em Suzano, Estado de São Paulo, massacre de inocentes. Lamentos, choro, consternação. “Tem dó desses gritos! compreende esses ais." D-O-R... Apenas três letras. Ai, mas como dói uma vogal entre duas consoantes dolorosas! Como terapia cristã da dor, a fé move montanhas.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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