Domingo Hernández Peña Consultor Internacional Poderíamos dizer que o melhor do Ensino Superior europeu é a sua idade: a experiência e o conhecimento acumulados durante séculos. Mas nem tudo que envelhece melhora. Na Europa também há dúvidas, dificuldades, polêmicas, contradições, em quanto ao que sejam, ou não, as idéias e as prioridades “universitárias”. Os europeus não aceitam com facilidade a evidência de que o mundo mudou, globalizando-se e modernizando-se. A União Européia não é exatamente uma união. A história e os nacionalismos, além da diversidade cultural, ainda complicam a visão e o entendimento do Velho Continente. Se a Europa não é o centro do mundo, o que é? Na atualidade, os europeus ensinam, ou aprendem? O debate, que é intenso e complexo, tem conseqüências importantes nas políticas e nos programas que intentam orientar o Ensino Superior. Na Espanha, por exemplo, desde a Transição Democrática, cada novo governo tem implantado um novo modelo de universidade, e às vezes dois, e até três... Tudo isso, porém, não pode impedir uma verdade fundamental: a verdade do papel jogado pela Europa no desenvolvimento e na proteção do Conhecimento Consolidado. Sem esse conhecimento, na América Latina não teríamos universidades. Mas o problema não é esse. O problema está em que o Conhecimento Consolidado é cada vez menos competitivo. Sem ele, não há presente nem futuro... Só com ele, não há progresso nem há emprego... O desenvolvimento econômico depende cada vez mais do Conhecimento Emergente, porque o mesmo é cada vez mais competitivo, pela mesma razão que são cada vez mais competitivos os Países Emergentes e as Economias Emergentes. Os europeus estão vivendo uma contradição histórica: sem o Conhecimento Consolidado não seriam eles mesmos; sem o Conhecimento Emergente não podem progredir... É quase o contrário do que acontece com os latino-americanos: progredimos cada vez com maior facilidade porque dominamos o Conhecimento Consolidado sem dramatismos existenciais, e porque assumir o Conhecimento Emergente parece-nos a coisa mais natural e gratificante... Estamos no ano 9 do século XXI. Chegou o momento de saber se o Ensino Superior deve ser mais ou menos igual, na Europa e na América Latina, ou se, pelo contrário, deve ser complementário. É a globalização (precisamente!) a que obriga a competir diferenciando-se.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

Os Silêncios Metacognitivos do Psicanalista e do Professor

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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