Válido-viável

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** Não me considero um jacobino, partidário do ideário democrático exacerbado. Prefiro o caminho das distinções. Uma coisa é uma coisa; outra coisa, outra coisa. In medio stat (consistit) virtus. A virtude está no meio. “Essencialmente equilíbrio: / Nem máximo nem mínimo” - Orides Fontela. A distinção se dá no plano conceitual, das ideias; a diferença se faz no plano da realidade. Conceber se distingue do existir. No idealismo puro a ideia é criadora, identificando muitas vezes válido com viável. Numa campanha eleitoral pode ser apresentada uma proposta brilhante, mas que, por um motivo ou outro, não é exequível, factível, viável. Isto é, concretamente não funciona, não tem condições de existir e de subsistir. Válido é o que é totalmente correto, concordante com as regras da lógica formal, verdadeiro em todas as interpretações de um sistema lógico, coerente em si. Viável é o que pode ser percorrido, que não encontra obstáculo intransponível, portanto transitável, executável, exequível, realizável. Muitas vezes, na prática, a dialética predomina gerando discussões acaloradas, justamente porque o que se defende é justificável teoricamente, mas não na prática. Às vezes dá até briga e as pessoas automaticamente passam a ser classificadas como conservadoras ou avançadas. Pessoas há que abusam da dialética, pois sem precisarem os conceitos. E, aí, fica difícil o diálogo. No plano político, religioso, esportivo, acadêmico, no parlamento, em comícios, em família, surgem então aberrações, radicalizações, posições discriminatórias, preconceituosas. Se foi fulano que disse, sicrana quem falou, dependendo, é verdade na certa, ou não procede. Uma discussão procede se se considera a verdade independentemente de onde provenha. Vale, no caso, como critério, em francês: “Je prends le bien où je le trouve!” Difícil dar razão a uma pessoa que não nos é simpática, ou membro de outro partido, mesmo quando esteja com a razão.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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