Pai e filho, pai e filha, unidos para sempre

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** Ouvi dizer que os judeus sefaradim, aqueles descendentes dos primeiros israelitas de Portugal e da Espanha, expulsos, respectivamente, em 1496 e 1492, mantêm a tradição de beijar a própria mão como forma de captar a energia do calor humano na marca espalmada deixada pela pessoa recém-cumprimentada através do seu aperto de mãos. Consideremos, no Dia dos Pais, beijar a mão, beijar a própria mão, abraçar e beijar, como formas transmissoras de calor humano paterno e filial. Filho, filha, cara do pai, diz a dita sabedoria popular. Imagem e semelhança. Um legado vivo, esculpido e encarnado. No popular, “cuspido e escarrado”. Pai biológico, semeador que semeou a semente que se transformou em fruto no ventre da mãe, regada pela nascente que espraia suas águas pelas raízes de mais uma árvore genealógica. Amor paterno e amor filial. Trilha de reciprocidade e cumplicidade: veredas, vãos e desvãos, vales, campinas, montanhas... Com o tempo, enquanto é tempo, ao longo do tempo e pela “estrada longa da vida”, mas não tão longa assim, de longo a longo, para adubar, regar e colher o que se plantou. Juntos, pai e filho; pai e filha, pedalando bravamente a vida na cadência do compartilhamento. Vários são os ingredientes da paternidade responsável: pai de carne e osso; pai ao nosso lado, em casa, na praia, no clube, na flor dos anos, doente ou decrépito. Pai distante no espaço, em viagem, que nos faz sentir, dentro, saudade. Pai encantado, nos aléns, que nos faz sentir saudade órfã ante sua imagem na moldura, no computador, no retábulo do coração... Em nós, traços hereditários de herança física e de marcas na lembrança, na alma; nos conhecimentos e na dinâmica familiar; na herança moral, marcas de caráter. E, se assim não é o pai, quando distante no afeto, admitamo-lo, mesmo assim a vida merece ser celebrada. Em homenagem de amor filial. Fica sempre um pouco de calor humano no aperto de mãos.  

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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