Construir a cultura da paz

Valmor Bolan

Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá

Valmor BolanValmor Bolan Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC *** Vivemos hoje o desafio de educar para a cultura da paz, pois a impaciência tem gerado o acirramento de conflitos, a dificuldade de conviver com as diferenças, com a diversidade de ideias, num mundo cada vez mais globalizado e plural. O que vemos são segmentos e grupos que querem impor o que pensam para os demais, muitas vezes agredindo, acuando, intimidando, ameaçando. Não é assim que devemos construir uma convivência que permita o respeito a todos. Também nas redes sociais vemos o afã de muitos por likes, agredindo facilmente quem pensa diferente ou discorda de suas ideias. É assim que vão disseminando a chamada cultura do ódio, e, quanto a isso, temos que nos vacinar, pois exemplos do passado mostram o perigo de tais discursos e posturas, seja politicamente da esquerda quanto da direita. A cultura da paz não significa necessariamente conivência com o erro, mas a construção de meios em que seja possível a maior conscientização para que as pessoas exerçam a liberdade com responsabilidade. Nesse sentido, a educação desempenha um papel fundamental. Diz o papa Francisco:
“A cultura do bem-estar fez perder o senso de responsabilidade e de relacionamento fraterno. Os outros, em vez de serem nossos semelhantes, aparecem como antagonistas ou inimigos e, muitas vezes, são objetivados. Não é incomum que os pobres e necessitados sejam considerados um fardo, um obstáculo ao desenvolvimento. Na melhor das hipóteses, recebem ajuda sob a forma de assistência ou são alvo de compaixão. Eles não são mais chamados a partilhar os dons da criação, os bens do progresso e da cultura, a participar em sua plenitude na mesa da vida, a serem protagonistas do desenvolvimento integral e global”.
E acrescenta:
“A fraternidade incentiva-os a cuidar de cada pessoa especialmente dos pequenos e indefesos - contra a expansão da globalização da indiferença”.
Por isso, temos que nos empenhar para que haja mais solidariedade, pois assim estará assegurada a paz. Solidariedade que quer dizer aceitação maior das diferenças escuta percepção das necessidades do próximo, disposição em ajudar a quem precisa, abertura ao novo. Sendo assim, estamos desafiados nesse século 21 a construir a paz, para deter a cultura do ódio. É assim que poderemos construir um mundo melhor, começando a partir de agora, com a nossa realidade mais próxima. É a partir da cultura da solidariedade e da paz que conseguiremos superar as dificuldades atuais, para um futuro melhor para todos.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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