Globalização Digital: estamos mais conectados do que nunca

Gabriel Mario Rodrigues

Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)

Gabriel Mario Rodrigues2Gabriel Mario Rodrigues Presidente do Conselho de Administração da ABMES ***
Se, há uma década, dizíamos ter a sensação de viver num vilarejo superpovoado, hoje a sensação é a de que estamos todos vivendo num teatro superlotado. (Dov Seidman)
As tecnologias móveis estão mudando o nosso modo de viver, de trabalhar, de aprender, de fazer compras e de empreender. As relações pessoais estão sendo revolucionadas porque podemos nos comunicar a qualquer hora e dia com os cidadãos do mundo. Mas o celular tornou-se vício porque tem múltiplas funções e sem ele não sabemos fazer mais nada. Vejam até o Papa Francisco reclamando que no lugar de prestarem atenção à missa os fiéis ficam fotografando. [embed]https://youtu.be/cKIiJqM_CbI[/embed] Todos os dias vemos milhares de piadas nas redes sociais com bebê nascendo já com o celular na mão; de reuniões familiares ou de negócios onde todos falam em seus aparelhos e ninguém ouve; até a “internet dos bois”, que é novidade: um aplicativo recém lançado onde os criadores bovinos vão poder acompanhar mundialmente as características do gado de melhor linhagem e conhecer as estratégias para aperfeiçoamento das raças. Mais dia ou menos dia, também vamos poder controlar melhor o que nossos políticos fazem para o bem ou para o mal.  Logo logo a democracia virtual estará por aqui!!! Dois anos atrás, a Qualcomm[1] encomendou uma pesquisa de opinião para saber de alemães, norte americanos, sul coreanos, brasileiros, chineses e indianos que coisas preferiam deixar de fazer durante um ano a abrir mão do uso pessoal do seu celular. O resultado está no livro “Obrigado pelo atraso”, de Thomas Friedman: 64% deixariam de jantar fora. 51% renunciariam a ter um bicho de estimação e a mesma porcentagem abririam mão de um dia de folga na semana. 50% ficariam sem sair de férias. Ver os amigos pessoalmente, cerca de 45%. E a mais intrigante: De que prefeririam abrir mão por um ano, sexo ou celular? 38% responderam deixar de fazer sexo. A chegada da internet foi algo revolucionária, a facilidade de acesso a informações de forma rápida, planetária, é algo que realmente faz a diferença. A tecnologia da informação é hoje o que a eletricidade foi na era industrial e a internet poderia ser equiparada tanto a uma rede elétrica quanto ao motor elétrico, em razão de sua capacidade de distribuir a força da informação por toda atividade humana. A internet ligou um mundo inteiro na mesma rede. Não há limites para a conexão de duas ou mais pessoas desde que tenham interesses comuns e a distância deixará de existir, trazendo muitos benefícios à sociedade já que a informação, cultura e educação deixam de ser privilégio de alguns. Tem aspectos positivos e negativos que precisam ser destacados: Positivos:
  • Facilidade de busca por informação;
  • Agilidade e velocidade nas trocas de informação;
  • Maior diversidade nas relações profissionais e pessoais;
  • Facilidade de pesquisa;
  • Centro de informação e entretenimento;
  • Liberdade de escolha de acesso a todos que a possuem;
  • Compra e venda a nível internacional;
  • Conexão com outros meios midiáticos;
  • Conteúdos variados para pesquisa;
  • Entretenimento “barato”;
  • Superação de distâncias.
Negativos:
  • Nem toda informação tem fonte segura;
  • A rapidez com que se obtém uma informação, aparentemente correta, impede que haja uma seleção rigorosa da mesma;
  • Relações profissionais equiparadas ao imediatismo da internet e a possibilidade de obter falsas relações pessoais;
  • Uso indiscriminado de informações errôneas;
  • Uso indevido de imagens e informações pessoais;
  • Portas abertas para crimes e abusos;
  • Pornografia infantil e adulta sem restrição de acesso;
  • Vírus destrutivos e nocivos, spams;
  • Decadência de cultura “manuscrita” e verbal;
  • Informações inconsistentes;
  • A facilidade em conseguir informações pela Internet pode deixar o ser humano mais preguiçoso e acostumado ao mundo fast;
  • Jogos e entretenimentos ocupam muito tempo ocioso, que poderia ser mais bem aproveitado ao lado de uma pessoa real ou com a família;
  • Roubo de informações e crimes virtuais.
Os pontos positivos e negativos têm visão generalista. Precisamos ir mais a fundo para saber qual o benefício que podem ter as 139 milhões de pessoas que no Brasil usam ao menos uma vez por mês o computador ou o celular e ficam oito horas e meia em média diariamente trocando mensagens (3h43m nas redes sociais), nem sempre úteis, perdendo tempo que poderia ser utilizado para o auto desenvolvimento em seu próprio benefício. A internet é a teia que interliga computadores ao redor do mundo. A web é o caminho que permite usufruir o conteúdo. A rede, com seu sistema de ligações, organização e aplicações, possibilita a existência de dados, programas, informações e conhecimento, para que as pessoas usufruam de tudo que pode ser construído de bem para o avanço da civilização. E o uso disto cada vez mais fica disponível para a humanidade, porém o ser humano ainda não se despojou de seu instinto animal de sobrevivência. É cada um para si e não há mais Deus para todos. A civilização humana foi construída sempre com muitas guerras, destruição, fome, miséria e o século vinte serve de amostra para as centenas de milhões de mortes causadas pela incompreensão de forças antagônicas para ajustarem seus anseios de poder. Com tudo isto, não é possível acreditar que os governos do mundo, as empresas concorrentes, as religiões de todos os credos e as pessoas não possam encontrar pela tecnologia, pela criatividade, pela sensatez e pelo trabalho, unanimidade para a solução dos problemas de desigualdade social, de saúde e de trabalho. E a educação tem tudo a haver com esta realidade.   [1] Multinacional norte americana especializada em Serviços e produtos de telecomunicações e semicondutores, com sede em San Diego e com filiais em 224 cidades.  

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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