Um minuto de silêncio

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** Silêncio interior, silêncio interlocutor. Língua dos anjos, o silêncio tem vez, voz e asas para quem fala a sua linguagem e, por meio dela, com ele conversa. O silêncio eleva e enleva o espírito. Apreciar o voo silencioso dos pássaros e cultivar a paz. A paz de um santuário “nas quietudes nirvânicas mais doces”. O livro “A Afinação do Mundo” oferece um capítulo sobre o Silêncio e lembra que, fora do burburinho das cidades, o campo era acessível com seus serenos sussurros de sons naturais. Pondera também que havia os dias tranquilos. Os dias santos eram chamados dias santos de guarda. Hoje não passam de dias de divertimento, feriados agitados e tumultuados. Rodoviárias cheias desde a véspera, rodovias ocasionando desastres e atrapalhando o tráfego. Jornalista de Melbourne, na Austrália, morto em 1922, Edward George Honey foi a primeira pessoa a sugerir a solene cerimônia do Silêncio. Hoje, em muitos países e regiões se homenageia pessoa recém-falecida com um minuto de silêncio. Inicialmente, a ideia foi homenagear a memória daqueles que haviam morrido na guerra. Prossigamos n’A afinação do mundo em silêncio. “Entre oceanos de nada”, o homem moderno foge ao silêncio. No fundo, ele pensa que, evitando o silêncio, isso lhe nutre a fantasia de vida eterna aqui na terra. O ser humano teme o silêncio, apesar de caminhar a passos largos para o derradeiro silêncio, a morte. Tem medo do silêncio, por isso lhe apraz produzir sons para lembrar de que não está só: o som lhe faz companhia. “Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie”, frase famosa do pensador francês Blaise Pascal, constitui, no original, um verso eterno de Carlos Drummond de Andrade, no poema “Eterno”: O silêncio eterno desses espaços infinitos me apavora. Concluindo, em vez de “Tenho dito”, “Tenho não dito”. Cesse o ruído da mente! Consta que antes da invenção do ouvido humano, somente os deuses ouviam sons. E a música era perfeita.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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