Leilão do meio ambiente

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com ***

A natureza está morrendo. Por enquanto, em agonia. Despojos a leiloar. Consequência do consumismo, da depredação, da sujeira, da poluição, do desmatamento, do lucro desmedido do ser humano considerado a medida de todas as coisas. Um quadro de desolação ambiental como o de pós-desastre ecológico de Mariana, de proporções avassaladoras do sistema Terra, consequentemente dos seres vivos. Não bastassem as forças da erosão que eventualmente castigam e desfazem a beleza paisagística de bosques, pradarias e montanhas. À sombra de uma árvore, de águas abundantes em seus limites, um banco tosco se torna macio. Como é desolador o ambiente do leito seco de um rio outrora caudaloso ou de uma bica que corria incessante. Quando, então, não mais se ouve o som puro de seu marulhar cadenciado. Da cadência da natureza. Em 1984, versejando como de hábito, Carlos Drummond de Andrade já fazia os cálculos: “De cada cem árvores antigas /restam cinco testemunhas / acusando o inflexível carrasco secular. / Restam cinco, não mais. Resta o fantasma / da orgulhosa floresta primitiva”. Imensamente mais charmoso que o tapete vermelho de astros e estrelas de Hollywood é o tapete verde da natureza sobre a superfície da terra. Imagem, aliás, de Monteiro Lobato: “A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem”. Palavras atuais, tanto de Drummond como de Lobato. Na medida certa, o dinheiro é indispensável: provê mente sã num corpo sadio, banca o progresso, financia a educação, a cultura, o turismo, o lazer. Entretanto, por detrás do dinheiro e atrás dele, essa fúria devastadora em busca de mando, prestígio, poder, glória. Ganância, muita ambição... Propinas escorrem por um saco sem fundo, seja na mala, dentro das meias, dentro da... Deboche sem medida e sem fim, desmedido, inconsequente...

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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