Cultivar a cultura da paz

Valmor Bolan

Professor da Unisa e ex-reitor e dirigente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Doutor em Sociologia e especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana (OUI), sediada em Montreal, Canadá

Valmor BolanValmor Bolan Doutor em Sociologia Especialista em Gestão Universitária pelo IGLU (Instituto de Gestão e Liderança Interamericano) da OUI (Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal, Canadá Representa o Ensino Superior Particular na Comissão Nacional de Acompanhamento e Controle Social do Programa Universidade para Todos do MEC *** Em entrevista ao El País, o Papa Francisco reafirmou o seu compromisso com a cultura da vida e da paz, advertindo quanto ao perigo de se buscar um salvador em tempos de crise, “que nos devolva a identidade e nos defenda com muros”, fazendo talvez alusão ao que havia dito sobre Trump, ainda na sua campanha à presidência dos Estados Unidos. O papa insistiu em dizer que não é construindo muros que se garantem a segurança e a paz. Talvez seja esse um grande desafio do século 21, a da conscientização disso, de que a cultura da vida e da paz se constrói com o diálogo, o respeito à diversidade, às diferenças, na escuta do outro, na humildade e na solidariedade. Não é uma mensagem fácil de ser aceita, quando há tantos apelos por violência, de diversas formas, como se a paz devesse ser imposta. A história mostrou que não se constrói a paz com a imposição, mas com convencimento por meio da conscientização. Também em nível global, espera-se que os governantes cultivem a cultura da paz, para evitar o acirramento de conflitos, com as consequências já conhecidas, que fazem muitas vezes vítimas inocentes. Para isso é preciso uma educação para a paz, que deve ser incentivada nas escolas, pois só assim conseguiremos uma mentalidade mais aberta à conversa do que à agressão, em que as pessoas saibam se posicionar sem sectarismos, sem extremos, mas com a capacidade de escutam, de ver o positivo no outro, valorizando o que há de melhor em cada ser humano. A paz, nesse sentido, é fruto da esperança, e também da justiça, e dos bons sentimentos daqueles que procuram viver respeitando uns aos outros. A cultura da paz, portanto, deve come a partir daqueles que convivem conosco, porque, o primeiro desafio é com quem está próximo de nós, mais perto. É preciso que saibamos cultivar a mansidão, a moderação, a temperança, as virtudes que conduzem primeiramente à cultura da paz interior, para que possamos expressar atitudes de paz exterior. Por isso que também são importantes a oração, a meditação, o silêncio para a reflexão, o que nos leva à tranquilidade necessária para que saibamos tomar decisões ponderadas, sem o calor da emoção, sem motivações intempestivas.  Adequada interiorização espiritual também conduz ao cultivo da cultura da paz.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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