Nova era industrial e educação na nuvem

Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

Ronaldo MotaRonaldo Mota Reitor da Universidade Estácio de Sá e Diretor Executivo de Educação a Distância da Estácio http://reitoronline.ig.com.br *** O projeto da máquina a vapor de Thomas Newcomen, aperfeiçoado por James Watt em 1777, é considerado o marco do nascimento da Revolução Industrial. Sua primeira aplicação foi abaixo do nível do solo ao retirar água do interior das minas de carvão na Inglaterra, substituindo o trabalho anteriormente feito por animais. Com carvão abundante e de melhor qualidade, o Império Britânico consolidou seu protagonismo na dominação econômica. Um segundo ciclo de desenvolvimento transformador decorreu do uso industrial e residencial da eletricidade em larga escala ao final do século XIX. A expansão da tecnologia elétrica e dos motores nesse período trouxe novas possibilidades, marcando profundamente o século XX e transformando a sociedade, incluindo os setores de transportes, aquecimento, iluminação e comunicações. Podemos considerar como marco do terceiro período industrial a invenção do primeiro microprocessador. Em 1971, a empresa Intel, atendendo demanda de uma empresa japonesa, produziu o microprocessador 4004 com 2.300 transistores, registrando, simbolicamente, a emergência da era dos computadores e do mundo digital. Contemporaneamente, já ingressamos na quarta era industrial. Observe que as inovações anteriores, na sequência, surgiram nas minas abaixo do solo, posteriormente, emergiram e preencheram a superfície terrestre com a tecnologia elétrica, e, em seguida, surgiram embutidas nos diversos dispositivos na forma de microprocessadores. Mais recentemente, as inovações ocupam um inédito espaço que se convencionou chamar de nuvem ou de computação em nuvem. Klaus Schwab, um dos fundadores do Fórum Econômico Mundial, lançou no início deste ano o livro The Fourth Industrial Revolution (disponível em:https://www.amazon.com/dp/B01AIT6SZ8#nav-subnav) contando com mais detalhes parte dessa história. Nesta era, via integração plena, todos estão conectados e todas as empresas, gradativamente, se tornam digitais e a nuvem é o elemento-chave. Via a utilização da capacidade de armazenamento e de cálculo de servidores compartilhados e interligados por meio da internet, tudo pode ser acessado de qualquer lugar do mundo e a todo momento. É a vez da internet das coisas, da impressão 3D e da realidade ampliada, da inteligência artificial e das máquinas que aprendem. Todos os setores e atividades humanas serão impactados e educação, entre eles, demandará ser revista à luz de contornos inéditos, onde a informação está totalmente acessível, instantaneamente disponibilizada e gratuita. As demandas em termos de formação de profissionais e cidadãos desta nova era, incluindo as metodologias e estratégias educacionais associadas, ainda estão em aberto. Sabemos que teremos encruzilhadas e que as circunstâncias permitem, se não tomarmos os necessários cuidados, processos perversos de exclusão social mais acentuada. Por outro lado, tais tecnologias também viabilizam abrir oportunidades positivas jamais vivenciadas pelos humanos em termos de igualdade de oportunidades, via educação de qualidade para todos. As inéditas facilidades na geração, tratamento e disponibilização de dados por meio da nuvem permitem processos inovadores de ensino de qualidade dirigidos a muitos. Temos disponível escala suficiente para conjugarmos, pela primeira vez, qualidade e quantidade, viabilizando um cenário onde cada educando poderá, mais do que somente aprender, aprender a aprender. O educando, a partir das tecnologias disponíveis e das metodologias compatíveis, escolherá com liberdade seus tempos e lugares próprios para aprendizagem, acompanhado por inteligentes plataformas que entendem cada um individualmente. Assim, com o suporte de educadores especializados, será possível gerar soluções customizados em que todos aprendem e todos aprendam juntos o tempo todo, mas cada aprendiz seguindo sua trajetória educacional personalizada.

Rumo a Paris, com o futuro da educação superior na bagagem

Janguiê Diniz

Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

Identificação de Riscos Psicossociais NR-01: A Triagem

Júlio Cesar de Castro Ferreira

Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Ronaldo Mota

Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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