Chapéu dos outros

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** A expressão popular “fazer cortesia com chapéu alheio (ou dos outros)” é empregada pejorativamente quando se procura angariar simpatia de um ato à custa de outras pessoas. No caso aqui lembrado, com chapéu do povo. Há poucos dias, li a seguinte manchete estampada em um jornal: “Governo abre cofre contra impeachment”. Não estou aqui a julgar da legalidade de “abrir o cofre”, mas me intriga o aspecto de legitimidade, o aspecto ético, moral, cristão. Pelo que me consta, o governo não tem cofre, administra o cofre do erário. Administrar não significa usar a seu bel-prazer. Sei que isso é rotina no meio político, a tal de barganha, de verbas, de ministérios, de cargos para apaniguados. E não apenas no nível federal, mas também nos estados e municípios. É como aquela história também de foro privilegiado. Afinal, isso é democracia? Eu só queria entender. Além disso, as tais publicidades oficiais em geral não passam de propagandas mesmo, também à nossa custa. Isso não significa que aos agentes públicos não caiba prestar contas. Prestar contas é uma coisa, fazer propaganda é outra. E, em alguns casos, repetidamente, na televisão, no rádio, nos jornais. Exaustivamente. Chega a ser enfadonho. Curioso ainda é que esses informes publicitários (não seriam “informes perdulários”?) são mostrados nos intervalos “comerciais”, portanto pagos com dinheiro de impostos, quando não são considerados de utilidade pública. Ao marketing desvairado antecede o devido respeito ao cidadão. Outro questionamento. Inúmeros processos instaurados contra políticos por inidoneidade de conduta se arrastam meses e meses no plenipotenciário Congresso, em reuniões tumultuadas, Por conta de quem, quem?... Do contribuinte, por meio de impostos diretos ou indiretos embutidos em praticamente todos os produtos comercializados. A política, de nobre, passou a ignóbil. Carecemos de um mea-culpa nacional para recuperarmos o orgulho de ser brasileiro.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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