“Va, pensiero!”

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** Imagens do passado refulgem na saudade... Tais imagens podem vir representadas em roupas, objetos de uso pessoal, fotos, autógrafos, um relógio antigo de bolso, uma dedicatória, uma carta manuscrita, e selada, e enviada pelo correio à moda antiga. Um vestido velho da mulher amada, aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco sobre a penteadeira, um fio de cabelo no paletó. Assim cantam, nostalgicamente, Chitãozinho e Xororó, numa das canções carros-chefes dessa dupla sertaneja de sucesso. Machado de Assis o diz magistralmente: “Mudam os homens, a vida varia seus aspectos; há porém, nas cousas inanimadas, a virtude de guardar as feições fugitivas do tempo; e a rua insignificante, o prédio denegrido, o muro escalavrado cativam os olhos da memória, reconstruindo a sensação que se foi”. A saudade mora na memória. A palavra saudade, na sua raiz, está associada com o ato de saudar, principalmente para saudar algum desejado reencontro. “Ai Que Saudade d’Ocê”, é que diz a canção. Saudades é plural de saudade? Saudades, no plural, são cumprimentos de praxe, e conclusivos, em inúmeras mensagens. Uma espécie de revelação de que ainda se admite matar a saudade. No singular, é uma lembrança que ficou grudada. Mais no coração que na memória. Voltando para ficar, Roberto Carlos canta que foi abrindo a porta devagar, deixando a luz entrar primeiro e iluminar todo o seu passado. Luzes do passado. Antes, detivera-se em frente ao portão. Quando então seu cachorro lhe sorriu latindo. Sons do passado. A palavra saudade, tão nossa, provavelmente nasceu para expressar a solidão dos navegadores portugueses, longe dos pais, filhos e demais parentes, dos amigos, da pátria, da própria cultura, de usos e costumes assimilados desde a infância. E a palavra veio para ficar. Para acender luzes no túnel do tempo de nossa existência. Do passado de boas lembranças que se foi. Para o poeta, a gente veio ao mundo para ter saudade.

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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