Logos divino

Antonio de Oliveira

Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com Instagram: @prof.antoniooliveira

Antonio OliveiraAntônio de Oliveira Professor universitário e consultor de legislação do ensino superior da ABMES (1996 a 2001) antonioliveira2011@live.com *** João inicia seu evangelho anunciando um novo Deus num estilo bastante diferente do início dos outros três evangelistas, respectivamente Mateus, Marcos e Lucas. Prólogo, prefácio, prelúdio comparável à ouverture de uma sinfonia: ”No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam”. Tradução de logos, em grego, “Verbo” significa ideia, linguagem, razão de ser e explicação do universo. Conforme cultura grega da época, o divino devia ser identificado com a razão. Para entender melhor esse anúncio, lembre-se a passagem do apóstolo Paulo pelo areópago de Atenas, onde discursou na presença de sábios da Grécia: “Cidadãos de Atenas, em tudo vos vejo bastante crentes. Percorrendo a cidade e observando os monumentos dedicados ao culto, encontrei também um altar com a seguinte inscrição: ‘Ao Deus desconhecido”. E era justamente esse Deus que Paulo anunciava. Acabou sendo ridicularizado. Um verbo encarnado que não tinha nada a ver com os reis daquele tempo. Tampouco com as pessoas importantes e famosas e ensimesmadas de hoje em dia. Um Deus que armou sua tenda entre nós. De aceitação mais pela fé que pela razão. “Escândalo para os judeus e loucura para os gregos,” segundo o apóstolo Paulo. Hoje, badalação mais de Papai Noel que de sinos de Belém. Multidões carregando sacolas de grifes com etiquetas rotulando o espírito mercantil. Embora presente, o Deus desconhecido é o menos presente entre os presentes adquiridos por força de uma propaganda aliciante, inclusive de manipulação política. O Natal verdadeiro desempenha apenas uma ponta nesse cenário. Mas rouba a cena. Continua o Natal. Não apenas de uma criança terna, mas eterna. Para nós, mais um entreato da vida. Feliz Natal!

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Diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação - Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador, controlador e presidente do conselho de administração do grupo Ser Educacional, presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, da JD Business Academy e da Mentor Capital Group.

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Psicoterapeuta Clínico, especializado em Neuropsicologia, TCC e Psicanálise. Analista Sênior de Treinamento e Desenvolvimento, especializado em Inteligência Emocional e Soft Skills.

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Diretor-Secretário da Academia Brasileira de Educação e Professor Titular de Física aposentado da Universidade Federal de Santa Maria

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